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BlogUma reflexão sobre os jogos políticos na política

Uma reflexão sobre os jogos políticos na política

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O livro Jogos Políticos nas Empresas nos traz uma reflexão sobre o que são os jogos políticos e porque as pessoas jogam.

“Está em nossa natureza humana essa inclinação pelo jogo – quando estamos em grupos, ou quando existe uma disputa por “prêmios” (promoções, simpatia do chefe, financiamento de um projeto, conquista de um contrato e assim por diante) que podemos ganhar ou perder...embora algumas culturas promovam mais os jogos políticos do que outras, praticamente todas as empresas tem uma ecologia de jogos – um padrão que se forma com o tempo e passa a dominar determinado ambiente.”

Jogos Políticos nas Empresas

 

No ambiente político atual não é diferente. Embora a história e a terminologia da palavra candidato, signifiquem o oposto do que conhecemos como política hoje.

Candidato vem do latim candidatus, isto é, vestido de branco (candidus), puro, sincero, inocente, honestidade, idoneidade moral.

A História nos mostra que na Roma antiga se alguém descobrisse que o candidato não fosse honesto, sincero, a população poderia jogar lama nas suas vestes brancas, que eles usavam para angariar votos.

Com certeza as palavras, puro, sincero, inocente, não podem ser adjetivos para um candidato no Brasil. Mas a culpa não é só deles.

A sociedade, durante anos, incentiva e apoia os jogos políticos dos políticos, mesmo que de forma inconsciente.

Nossa tendência é julgar a capa, considerar fatores como aparência e poder como os mais importantes na hora da decisão do voto.

Não votamos nos candidatos pobres, sem recursos e feios, porque eles não "inspiram" confiança e estão "querendo" ficar ricos com a política.

Temos a tendência do voto útil, mesmo porque não votamos em "perdedores", ou seja, votamos sempre em quem está na frente, sem muitas vezes conhecer quais suas convicções e projetos apresentados.

Nos debates ouvimos mais acusações do que diálogos sobre propostas e projetos para o Brasil.

É exatamente por isso que os marqueteiros são tão bem pagos e tão importantes para as campanhas políticas. Se o marketing for bem feito e apresentar o político/a como “o/a preparado/a”, vale mais do que o sê-lo de fato.

É muito importante que a sociedade compreenda tudo isso e reflita. Podemos reforçar os jogos dos políticos e apoiar essa postura, ou podemos minimizar essas ações e começar a valorizar o que realmente decide se o candidato está preparado ou não para o posto.

Precisamos reconhecer os danos que os jogos políticos podem causar, saber os efeitos positivos que sua redução pode nos oferecer, e a importância de partilhar ideias práticas para reduzi-los.

Listamos abaixo alguns dos jogos mais comuns vistos no período eleitoral:

Te Peguei!:  Neste jogo as pessoas agem como se recebessem pontos por identificar e comunicar os erros dos colegas. Os erros são vistos como uma oportunidade para criticar e rebaixar os outros, e assim as pessoas escondem os erros, em vez de utilizá-los como oportunidades de aprendizado.

Culpa: Na Culpa, as pessoas procuram responsáveis para desculpar-se de seu próprio comportamento. A culpa pode ser atribuída a pessoas, grupos, eventos ou situações, mas em qualquer caso, ela faz parte do jogo de perde e ganha, em que, em vez de uma conversa honesta, ou de uma análise produtiva das causas reais do fracasso, as pessoas empregam suas energias para arranjar culpados ou para espalhar as próprias versões da causa do fracasso.

Fofoca: Neste jogo os jogadores usam a moenda do boato para ganhar vantagem política. A maioria das pessoas conhece muito bem esse jogo. O componente-chave desse jogo é a comunicação indireta. O jogador pode também semear boatos destinados a atingir determinado objetivo.

Sem más notícias: Os jogadores evitam ou suprimem qualquer dado negativo, na incansável busca de uma abordagem positiva.

Envolvimento de Faz de Conta: se realiza pesquisas de opinião, reúne-se grupos de discussão ou convoca-se reuniões de envolvimento para comunicar que sua opinião conta, mas tudo isso tem como objetivo apenas fazer com que as pessoas se sintam participantes, em vez de fazê-las participar realmente.

Referências:

http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/candidato/

 

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Jogo L4 - Envolvimento de Faz de Conta

Para jogar o Envolvimento de Faz de Conta, o gerente realiza pesquisas de opinião, reúne grupos de discussão ou convoca reuniões de envolvimento para comunicar que "sua opinião conta", mas tudo isso tem como objetivo apenas fazer com que as pessoas se sintam participantes, em vez de fazê-las participar realmente. A verdadeira intenção é apenas evitar queixas e fazer com  que os gerentes possam mostrar para seus chefes que estão "fazendo a coisa certa" - engajando seu pessoal no processo de tomada de decisões. Esse mesmo jogo ocorre quando os líderes envolvem superficialmente os subordinados diretos, solicitando seus pontos de vista sobre a estratégia do departamento, mas confiando apenas na propria opinião pessoal. O cinismo acaba sendo a resposta final dos subordinados a esse tipo de jogo, e perde-se  o respeito pela liderança. E a coisa é talvez ainda pior quando o gerente necessita de que seu pessoal se mostre realmente comprometido e colaborativo em um grande projeto, e encontra dificuldade em assegurar seu envolvimento.

Elogios sobre Jogos Politicos

jacopoUma leitura fantástica não apenas para líderes e executivos seniores, mas também para os profissionais que querem crescer dentro de organizações complexas. Goldstein e Read dissecam a dinâmica interpessoal que afeta o desempenho da empresa, proporcionam uma estrutura conceitual para compreensão dos jogos praticados nas empresas, e oferecem ferramentas práticas para correção desses comportamentos e aumento da eficiência.

Jacopo Bracco vice-presidente executivo, DIRECTV Latin America

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