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Disfunção executiva e Jogos na Diretoria

egoistNo livro “Jogos Políticos”, nós alertamos que alguns líderes– Presidentes em particular – estão mais vulneráveis a jogar os jogos políticos por dois fatores:

1-    A ansiedade que sentem, resultado da grande responsabilidade e dos privilégios que recebem. Os jogos podem ser vistos pelo jogador como uma forma de reduzir, a curto prazo (somente), esta ansiedade.
2-    Eles podem possuir um ego voltado para o narcisismo, paranoia, arrogância quando sob estresse.

Como um exemplo trágico disso, vamos analisar o que aconteceu na Pfizer

com Jeff Kindler como CEO e Mary McLeod como Vice-Presidente de RH. Kindler foi CEO da Pfizer de julho de 2006 até Dezembro de 2010, quando ele foi convidado a se retirar (durante este período as ações caíram de $26 para $16). Até então, a equipe de gestão tinha "se comportado de forma a deixar Maquiavel orgulhoso".

Kindler era um advogado muito bem conceituado e já havia trabalhado como VP Jurídico do McDonalds. No entanto, ele estava muito ansioso por este novo papel na Pfizer. "Mesmo com todos os talentos de Kindler, ele se mostrou extremamente inseguro e sensível a qualquer coisa ou a qualquer um que pudesse colocar sua posição em risco." Essa ansiedade o levou a uma série de jogos destrutivos:

- Favorito: Mary McLeod, VP de RH da empresa, era tratada de forma diferente de todos os outros. Ela era seu ouvido, e usava deste poder para controlar o acesso a ele, jogando o jogo "O Chefe disse". Uma influência destrutiva, Kindler aparentemente a chamava (com admiração) de "Maria Neutron", uma referência ao seu herói Jack Welsh. Ela teve vergonhoso acesso aos helicópteros da empresa para ir trabalhar em Delaware num momento em que a Pfizer estava reduzindo seu quadro. Ela se tornou temida, e um executivo da equipe disse: "Há Mary e Jeff, e depois há o resto de nós”.

- Terceirização da Gestão para Consultores: ansioso sobre a sua condição de externo à indústria, ele estava muito relutante em depositar qualquer tipo de confiança nos funcionários da Pfizer, e preferia ouvir consultores externos. "Apesar de toda inexperiência com a área da farmácia, Kindler parecia não confiar nos veteranos da Pfizer... Ele empregou enxames de consultores, trabalhando em frentes para reorganizar a Pfizer em unidades de negócio (ao invés de regiões geográficas), mudando as linhas de reporte e eliminando a burocracia."

- Culpa: Kindler poderia ser particularmente cruel para com os membros da equipe em público. Em um evento em 2008, ele repreendeu publicamente Read (que, aliás, se tornou o CEO com a saída de Kindler), e fez com que os outros membros da equipe estremecessem. No entanto, por vezes após seus acessos de raiva, ele enviava flores para as mulheres no dia seguinte após tê-las levado as lágrimas. Um executivo disse: "Não me chame às cinco horas da manhã para acabar comigo, para depois me ligar às 11 horas da noite dizendo o quanto você me ama".
Em tudo isto, havia o narcisismo abordado por Kent Bernard, um de seus colegas: "Jeff parecia acreditar que ele era o único cara inteligente na sala." Sua incapacidade de mudar, ao invés de jogar para "lidar" com a sua ansiedade, "cuidar" e trabalhar de uma forma aberta com os seus colegas em prol de desafios reais da Pfizer, levou a muita tristeza para seus funcionários e acionistas também.

Fontes:
Fortune, “Inside Pfizer’s Palace Coup” July 2011 http://features.blogs.fortune.cnn.com/2011/07/28/pfizer-jeff-kindler-shakeup/
“Revenge, Betrayal and Power: What happened at Pfizer?” http://worldofdtcmarketing.com/revenge-betrayal-and-power-what-happened-at-pfizer/bad-practices/

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Jogos do Mês

Jogo L4 - Envolvimento de Faz de Conta

Para jogar o Envolvimento de Faz de Conta, o gerente realiza pesquisas de opinião, reúne grupos de discussão ou convoca reuniões de envolvimento para comunicar que "sua opinião conta", mas tudo isso tem como objetivo apenas fazer com que as pessoas se sintam participantes, em vez de fazê-las participar realmente. A verdadeira intenção é apenas evitar queixas e fazer com  que os gerentes possam mostrar para seus chefes que estão "fazendo a coisa certa" - engajando seu pessoal no processo de tomada de decisões. Esse mesmo jogo ocorre quando os líderes envolvem superficialmente os subordinados diretos, solicitando seus pontos de vista sobre a estratégia do departamento, mas confiando apenas na propria opinião pessoal. O cinismo acaba sendo a resposta final dos subordinados a esse tipo de jogo, e perde-se  o respeito pela liderança. E a coisa é talvez ainda pior quando o gerente necessita de que seu pessoal se mostre realmente comprometido e colaborativo em um grande projeto, e encontra dificuldade em assegurar seu envolvimento.

Elogios sobre Jogos Politicos

jacopoUma leitura fantástica não apenas para líderes e executivos seniores, mas também para os profissionais que querem crescer dentro de organizações complexas. Goldstein e Read dissecam a dinâmica interpessoal que afeta o desempenho da empresa, proporcionam uma estrutura conceitual para compreensão dos jogos praticados nas empresas, e oferecem ferramentas práticas para correção desses comportamentos e aumento da eficiência.

Jacopo Bracco vice-presidente executivo, DIRECTV Latin America

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