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Corporações e Psicopatas?

attention_manipulationUm artigo publicado recentemente (Clive Boody, As implicações da Psicopatia Corporativa na Empresa e na Sociedade: Um exame Inicial e Uma chamada à luta (tradução livre)) aborda uma perspectiva interessante para o Jogos Políticos, e uma área que tende a crescer nas corporações modernas. Uma definição para o modo de operar de um psicopata pode ser “manipulador, arrogante, impaciente, impulsivo, sedutor e sem nenhuma consciência”.

 


O que chama a atenção no argumento acima:
1.    Psciopatas são desproporcionalmente atraídos por organizaçõe empresariais, pois há oportunidades para que ocupem posições que agregam poder, dinheiro e prestígio. (De acordo com o Professor Hare, “Onde há poder, prestígio e dinheiro é possível encontrá-los (psicopatas) ”).
2.    Eles são melhor equipados para “obter sucesso”  já que eles têm certa tendência a serem “cruéis, preparados para mentir, reclamam pouco do tempo que dedicam à empresa, já que tem poucas ligações afetivas e podem manter um semblante encantador”. Em outras palavras, eles têm mais disposição para jogar e conseguir o que querem.
3.    As consequencias disso são altas para a sociedade: já que essas pessoas têm poucos laços afetivos (ou apenas consigo mesmas), elas pouco se importam com o emprego das massas, resíduos tóxicos e responsabilidade social entre outros.
4.    As consequências disso também podem ser caras para a organização: como sabemos, jogos têm consequências a longo prazo. “Um psicopata corporativo não se preocupa necessariamente com uma crise pela qual a empresa esteja atravessando e pode até mesmo criar uma crise ao invés de evitá-la, apenas para desviar a atenção de suas atividades ou para se beneficiar das oportunidades que surgem quando uma crise se inicia. Como os Psicopatas Corporativos não têm consciência, não estão preocupados com os efeitos de suas ações na empresa em que trabalham enquanto suas necessidades estiverem sendo supridas por essas ações”.

 


Se essa hipótese for verdadeira, ela terá muitas implicações. A primeira, é claro, é a importância da criação de uma triagem para altruísmo, senso de responsabilidade e zelo nos procedimentos de Recrutamento e Seleção. Mesmo assim, eu acredito que há uma conclusão ainda mais profunda a ser tirada. A forma atual da organização das empresas pode ser a raiz, o porquê joga-se muitos Jogos Políticos. O que quero dizer com a forma atual de organização das empresas?
1.    A falta de prestação de contas na remuneração dos executivos (a diferença entre o chão da fábrica e executivos seniores atraem as pessoas com motivações erradas).
2.    A falta de atenção aos valores humanos no ambiente de trabalho (focado, ultimamente, em visões distorcidas de sucesso)
3.    A falta de honestidade (impulsionado, em parte, pela empresa que esquece que à ela foi concedida uma licença de opera pela sociedade, e de responsabilidade limitada) na governança corporativa no que diz respeito as “externalidades”.


Que conclusões podemos tirar disso? Talvez haja duas transformações necessárias para que se reduza os jogos políticos no ambiente de trabalho: Transformações pessoais, é claro, mas também novas formas de organização que reduzam a possibilidade da empresa ser conduzida por alguém que tenha um comportamento psicopático.

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Jogos do Mês

Jogo L4 - Envolvimento de Faz de Conta

Para jogar o Envolvimento de Faz de Conta, o gerente realiza pesquisas de opinião, reúne grupos de discussão ou convoca reuniões de envolvimento para comunicar que "sua opinião conta", mas tudo isso tem como objetivo apenas fazer com que as pessoas se sintam participantes, em vez de fazê-las participar realmente. A verdadeira intenção é apenas evitar queixas e fazer com  que os gerentes possam mostrar para seus chefes que estão "fazendo a coisa certa" - engajando seu pessoal no processo de tomada de decisões. Esse mesmo jogo ocorre quando os líderes envolvem superficialmente os subordinados diretos, solicitando seus pontos de vista sobre a estratégia do departamento, mas confiando apenas na propria opinião pessoal. O cinismo acaba sendo a resposta final dos subordinados a esse tipo de jogo, e perde-se  o respeito pela liderança. E a coisa é talvez ainda pior quando o gerente necessita de que seu pessoal se mostre realmente comprometido e colaborativo em um grande projeto, e encontra dificuldade em assegurar seu envolvimento.

Elogios sobre Jogos Politicos

jacopoUma leitura fantástica não apenas para líderes e executivos seniores, mas também para os profissionais que querem crescer dentro de organizações complexas. Goldstein e Read dissecam a dinâmica interpessoal que afeta o desempenho da empresa, proporcionam uma estrutura conceitual para compreensão dos jogos praticados nas empresas, e oferecem ferramentas práticas para correção desses comportamentos e aumento da eficiência.

Jacopo Bracco vice-presidente executivo, DIRECTV Latin America

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